terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Gênesis 4, 5 e 6

Gênesis 4 - Caim mata Abel.

Este é, para mim, um dos epsódios mais crueis da Bíblia. O relato do primeiro assassinato de que se tem notícia é breve, seco, como os sentimentos de Caim.

Simplesmente pelo texto não é possível saber porque Deus não aceitou a oferta de Caim. Certamente há vários estudos e interpretações, mas este texto sozinho não nos diz muito.

A frieza de Caim ao sair com seu irmão para o campo e sua ousadia ao mentir deslavadamente ao próprio Deus, podem nos levar a pensar que seu crime fora premeditado, mas isso é pura especulação...

Sobre Caim é interessante notar que ele foi tomado como o primeiro vampiro, no RPG Vampire - The Masquerade.

Essa passagem sempre me leva a questionar por que, afinal, Deus não aceitou a oferta de Caim. Deus não havia exigido sacrifícios de qualquer sorte! E apesar de essa pergunta ainda ficar no ar, hoje tenho a certeza de que Deus é soberano para aceitar ou recusar qualquer oferta, que Ele nos conhece profundamente, sabe aquilo que fizemos e o que vamos fazer, e que, acima de tudo, é Justo.

Gênesis 5 - A Descendência de Abrão.

Acho sempre as passagens de geneologias um tanto chatas para ler. Mas pretendo começar paralelamente a esta leitura da Bíblia em 1 ano, um estudo dos personagens da Bíblia e estas genealogias são fundamentais para isso.

Parece, pela leitura, que naquele tempo a hereditariedade era quase fatalista: os filhos seriam como os pais.

Gênesis 6 - A corrupção da humanidade.

Uma passagem que me deixa muito confuso. Quem afinal são "os filhos de Deus", os "Gigantes" e as filhas dos homens? Porque sua união corrompeu a humanidade? Sempre que leio este trecho tenho vontade de estudar mais e acabo nunca fazendo isto. Talvez porque este trecho seja tão fantástico que não haja explicação satisfatória...

É interessante notar que aqui Deus limita a vida do homem à "meros" 120 anos. Como hoje há pessoas que vivem mais de 120 anos e como é improvavel que alguém tenha vivido tantos anos quanto Adão, vou aceitar que esta contagem de tempo é diferente da nossa e que os anos não teriam 365 dias. O que combina com a abordagem dos "7 dias" da criação.

2 comentários:

Anônimo disse...

posso não falar nada a respeito dos capítulos citados?!?!?

Como não tem como vc responder nesse momento sim ou não, eu entendo o que eu quiser...hehehe

brincadeirinha..

só pra dizer que:

"Vc escreve muito bem"

:D

Marcelo Patropi disse...

Obrigado.